© Sónia Silva
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Avisto-te e sou inelutável marinheiro em dia de um quase-naufrágio que não o meu. Ali estão a distância e o frio, na contemplação de fomes, onda após onda. Tudo em nós se ausenta, excepto o fim da tempestade. Nunca me vês, raramente olhas para mim, ou sabes que estou por ali, em felicidade diferida. Quase somos, nos restos de espuma, nos cabelos tumultuosos, nas pestanas e lábios salgados e em outros lugares-comuns pós-tormenta. Quase seríamos um pouco mais, não fora a fome de tragar tudo em tempestades criadas para contemplação de amores insolventes.
P.
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